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OBJETIVOS
É evidente a complexidade dos aspectos que envolvem o tema água e, para superar a distância entre teoria e prática, é preciso resgatar o processo de construção do próprio conhecimento científico, dando significado social aos conteúdos curriculares trabalhados em sala de aula, trazendos-o para o dia-a-dia da escola e dos alunos. Nesse processo, um dos objetivos é o da construção de um modelo, primeiramente com o caso particular da escola que permita, posteriormente, a construção de conceitos generalizadores.
Essa reelaboração metodológica pressupõe que se leve em conta desde o início do processo de sensibilização do aluno para o tema, o conjunto de procedimentos capazes de dar forma e contorno aos assuntos tratados, pois o tema torna-se significativo quando tem a ver com a realidade de cada um, através de uma abordagem vivencial que procure ampliar a percepção e o trato do aluno com as esferas do mundo físico (muitas delas totalmente inacessíveis no modelo de ensino praticado em nossas escolas de ensino fundamental e médio), dando sentido a teorias cuja formalização é facilitada pelo contato direto com a aplicação.
Assim, o objetivo central do presente projeto também tem sido o de introduzir novos conteúdos atitudinais, como postura frente aos valores propostos, desenvolvendo um cidadão consciente do ambiente total, preocupado com os problemas associados a esse ambiente, com motivações, envolvimento e habilidades para trabalhar individual e coletivamente na busca de soluções para resolver os problemas atuais e prevenir os futuros.
OBJETIVOS GERAIS
Diante desse contexto em que foi colocada a implantação do laboratório experimental, podem ser identificados, de forma especial, os seguintes objetivos gerais:
- realizar pesquisas conjuntas da Universidade com a escola sobre novas alternativas de modelagem no ensino, compreensão, difusão tecnológica na avaliação de balanço hídrico, através da análise conjunta dos aspectos de quantidade e qualidade das águas, bem como de impactos dos recursos hídricos em propriedades rurais e em bacias hidrográficas, e mais, que sejam acessíveis aos diversos níveis de necessidades pedagógicas das Escolas;
- contribuir para a realização da educação ambiental em bases e de forma associada à formação do conceito de cidadania, envolvido na necessidade de se compartilhar o uso coletivo dos recursos naturais existente em nosso território;
- contribuir diretamente para a observação, interpretação e estudos que facilitem a avaliação do impacto de ações antrópicas sobre a preservação e conservação do recurso natural água, bem como para a sustentabilidade da biodiversidade ambiental;
- facilitar o acesso dos mais variados segmentos da sociedade ao entendimento de modelos físicos de simulação, conforme recomendado pelo Technical Report 804 da WHO (Genebra, 1991) que permitam o estudo e maior compreensão da complexidade dos fenômenos da realidade;
- permitir a modelagem física para avaliação, em escala real, do balanço hídrico entre disponibilidade e demanda no uso de recursos hídricos;
- possibilitar o conhecimento da dinâmica de ecossistemas aquáticos através da coleta e análise de parâmetros físico-químicos e biológicos tais como: temperatura, turbidez, oxigênio dissolvido, sólidos em suspensão, ph, condutividade elétrica, alcalinidade, DBO, pigmentos orgânicos, entre outros;
- dar continuidade ao processo de interação iniciado entre a Universidade e as ETEs através do projeto “CONTRIBUIÇÃO À DIFUSÃO DA CIÊNCIA DAS ÁGUAS” apoiado pela FAPESP, entre 1997 e 1999:
- capacitar alunos e professores da escola no manejo sustentado da água, assumida a visão da bacia hidrográfica como unidade de planejamento.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Cabe destaque tanto à melhoria na qualificação dos alunos, que tem sido viabilizada através dessas atividades experimentais:
- acesso direto às técnicas de observação, registro e quantificação de dados hidrometeorológicos para avaliação de disponibilidade de água em bacias hidrográficas;
- acesso direto às técnicas de avaliação de disponibilidade de água de mananciais;
- acesso direto à técnicas de avaliação da qualidade das águas;
- realizar o estudo “in loco” do impactos de ações antrópicas na microbacia da própria ETE “Benedito Storani”;
- noção de limites no consumo de água associada ao consumo e à produção;
- acesso direto à avaliação do ciclo hidrológico e de sua expressão matemática (equação do balanço hídrico);
- acesso direto às técnicas de avaliação de possibilidades de integração entre usos e consumos;
- acesso direto às técnicas de avaliação de relações entre disponibilidades e demandas em bacias hidrográficas;
- acesso direto às técnicas de otimização no manejo de água em bacias hidrográficas;
- acesso direto às técnicas de avaliação de impactos para diferentes padrões de afluentes;
- possibilidade de trabalhar com unidades e grandezas físicas associadas à água e;
- acesso a novas habilidades pelos alunos, formação essa da maior importância para os próximos anos, tendo em vista o desenvolvimento institucional em andamento e o crescente número de conflitos decorrentes do uso dos recursos hídricos no Estado de São Paulo.
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